Independente......... ou mão de vaca?

Então, desde novinha (entende-se uns 18 anos), que na medida do possível eu me viro, e me viro bem, quando o assunto é cabelo, maquiagem, unhas e etc (futilidades em geral...). O que tem sido beeem útil por aqui agora, porque essas são os olhos da cara, já que não tem demanda das locais (Mentira, as adolescentes mandam ver naquelas unhas postiças de 3m de comprimento! Acho que a coisa complica depois que os hormonios acalmam, aí viram macho).

Mas essa independência toda não era exatamente porque eu adorava ficar horas na frente do espelho fazendo o cabelo ou mais horas fazendo as unhas na frente da tv (eu nunca soube na verdade quanto tempo eu levo pra fazer as unhas, porque eu sempre levo o tempo do programa de tv que eu estou assistindo - até hoje!). Mas a questão é que eu vivia de mesada e trocados que eu ganhava como babysitter, e pagar essas vaidades era demais pra mim (claro que era muito mais útil gastar tudo em doces e chocolate), então acabei aprendendo a fazer a maioria das coisas que eu preciso no dia-a-dia. Mentira, só as básicas... E veja bem, quando eu to com muuuuita preguiça, eu vou num salão mesmo e boa.

Pronto... agora não tem mais desculpa!

As crianças chegaram! Lindas, brilhantes e com cheirinho de novas... Adoooro livro novo! Adoro aquele cheirinho de livro novo... Tá eu sou maluca, eu sei. Mas acho que sou feliz assim mesmo!

Depois de muito choro, muito drama e uma pitada de exagero, o irmão de uma amiga nossa que mora aqui em Munique, trouxe os livros no meio da bagagem dele. Pronto, fez a boa ação do ano, já pode pedir presente pro Papai Noel.

Agora começa a parte difícil. Estou lendo, marcando as receitas que eu vou querer fazer, as explicações que precisam estar na cabeça, e aquela coisa toda de estudante em véspera de prova. To empolgada. Muito! Nunca me imaginei ansiosa com uma dieta... Vai entender, né?!

Tô de castigo!

Aí que depois da viagem maravilhosa que eu tive semana passada, eis que meu organismo (porque eu sou chique e uso palavras científicas, mas na verdade estou me referindo a tralha que tem dentro da minha barriga) resolve se revoltar contra a Alemanha.

Não, não basta toda a minha birra natural, agora partes específicas de mim, também estão criando dificuldade para com a minha estada nesse país que dispensa adjetivos.

Oui Montréal

Eu estou in love! Sabe aquela fase que tudo é lindo, que você não vê defeitos? Que o chulé é cheiroso, o bafo é gostoso e a toalha molhada em cima da cama é fofa? Pois é. Estou assim, apaixonada!

Montreal é igual a gente. Muita gente! Muito movimento. Muita interação. Muito calor humano. Foram 9 dias de coração aquecido, apesar de estar em torno de -15 graus. 9 dias de muito trabalho (mentira! como meus clientes estão aqui, o fuso me dava meio dia de tranquilidade). 9 dias de muita comida, e Deuso, quanta comida (e bebida também, mas essa parte a gente pula, porque convenhamos,  não tenho mais idade para isso...). 9 dias de vida leve. Pra ser perfeito, só faltava marido junto.

Felicidade.... Um beijo pra você e vê se aparece por aqui!

Li em algum blog por aí que nós nascemos para sermos felizes e contentes. Bom, se isso é verdade, tá muito claro pra mim porque os Alemães são tão....... (o adjetivo é subentendido, né?!).

É impossível ser feliz, contente e animado com esse tempo! Ok, a neve linda, a gente fica elegante, a maquiagem não derrete e a roupa esconde todas as gordurinhas localizadas pelo corpo todo. Mas gente, frio dói! Dói e muito! Experimenta sair da cama as 6h da madrugada, com tudo escuro, aliás, não precisa ser as 6h, porque se você acordar umas 7h45, ainda vai estar tudo escuro! Porque, né... Até o Sol desaparece no inverno, afinal, ele merece ser feliz, enquanto a gente, não.
 
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